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O MERCADO DE SÃO JOSÉ, PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE PERNAMBUCO COMEÇA O ANO DE 2015 COM PÉ ESQUERDO
| Mercado de São José. Dezembro de 2014. |
Pernambuco lamenta os últimos acontecimentos com um dos mais significantes patrimônios históricos do estado, o secular Mercado de São José, símbolo de modernidade no final do século XIX vem sendo prejudicado com a falta de energia constante. O imprevisto tem influenciado no fluxo de turistas que diminuiu devido a outro problema, os pequenos furtos que vem sendo constantes e noticiado nos diversos jornais do Estado.
Nossa preocupação com este patrimônio está ligada a sua importância histórica e sua significação para a sociedade pernambucana daquele século e da atualidade; Similar ao Mercado Central de Paris, que não existe mais, o grande empreendimento ergueu-se sob a canetada do presidente da província daquele momento, o Barão de Lucena, todo armado em ferro e cantaria. Ponto de referência para turistas e moradores de Recife é possível encontrar diversos produtos dos mais diversos segmentos.
Os problemas ainda estão por resolver, a empresa competente ainda não concluiu os trabalhos de reparo, enquanto isto os comerciantes trabalha a luz de velas.
Os problemas ainda estão por resolver, a empresa competente ainda não concluiu os trabalhos de reparo, enquanto isto os comerciantes trabalha a luz de velas.
3 de jan. de 2015
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UENES GOMES
8 de dez. de 2014
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UENES GOMES
HISTÓRIA PELO PALADAR

Se é de Pernambuco conhece o bolo de rolo, o Souza Leão, as iguarias todas que fazem parte da cozinha nordestina. Muita comida contando história, prato cheio para estudantes da história da alimentação nessa região do Brasil. A mata norte de Pernambuco se revela como uma grande divulgadora de uma área pouco explorada, a cozinha pernambucana e suas faces.
FESTIVAL DE GASTRONOMIA DA MATA NORTE
O “Festival de Gastronomia da Mata Norte” é um evento inédito na região da mata norte do Estado de Pernambuco, a acontecer no Museu e Ponto de Cultura Poço Comprido, localizado no Engenho Poço Comprido, município de Vicência, PE, durante três dias de evento, envolvendo a culinária desta região e seus chefs, Cozinheiros e proprietários de restaurantes, promovendo atividades com foco para a tradicional culinária regional e a qualidade das mesmas. O festival contemplará mostra gastronômica, degustação,palestras, minicursos, aulas shows, apresentações culturais e concurso de cozinheiro, onde serão premiados os melhores pratos regionais de acordo com a programação do evento. Os palestrantes e monitores são Professores, Chefs das faculdades e universidades de gastronomia da Cidade do Recife. Haverão apresentações culturais durante os dias do evento, com grupos da Cidade de Vicência: Mamulengo Flor do Jasmim, Cacá Violeiro, Tropeiros Cia de Dança, Capoeira Raízes de Angola e Maracatu Estrela Formosa. Para os minicursos e palestras haverá previamente inscrições através do Site “festivaldegastronomiadamatanorte.webnode.com”, acompanhando as atividades do evento. Haverão stands de exposição e comercailização da gastronomia a base da banana, cana-de-açúcar, macaxeira, uva, milho e demais ingredientes da culinária pernambucana. Exibições de filmes que retrata a cultura do açúcar e os engenhos em moagem na região da mata pernambucana nos anos 60. O festival tem o papel de sensibilizar os trabalhadores da comedoria regional da Mata Norte deste Estado, incentivando-os a ampliarem seus conhecimentos, melhorarem sua técnica e estrutura, valorizando a rica culinária herdada dos nossos antepassados e que saboreia o nosso dia-a-dia, podendo gerar renda a população local e regional.
Joana D’Arc Ribeiro
Coordenação Festival de Gastronomia da Mata Norte

21 de nov. de 2014
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UENES GOMES
UM NOVO MUSEU PRESTES A SURGIR NA MATA NORTE
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| Detalhe do teto, mostrando o esplendor do barroco. |
Vídeo postado por João Pedro Cavalcanti
23 de mar. de 2014
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UENES GOMES
MAIO: MÊS DOS MUSEUS
Seguindo uma tendência que se repete a cada edição, a temporada de eventos terá participação recorde de museus e outros centros culturais: um total de 1.337 instituições inscreveram eventos e garantiram sua participação.
Para o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, os números mostram o dinamismo do campo museológico brasileiro: "são mais de 4 mil ações que movimentarão o campo cultural brasileiro ao longo do mês de maio, trazendo, inclusive, reflexos positivos na economia", avalia.
Participação nacional
Ao todo, foram cadastrados 4.268 eventos. A edição deste ano contará com 614 cidades participantes, distribuídas pelas 27 unidades da federação. A região Sudeste, com 533 instituições inscritas, concentra o maior número de museus e centros culturais envolvidos, seguida pelas regiões Sul (336), Nordeste (299), Centro-Oeste (95) e Norte (74).
Ao todo, foram cadastrados 4.268 eventos. A edição deste ano contará com 614 cidades participantes, distribuídas pelas 27 unidades da federação. A região Sudeste, com 533 instituições inscritas, concentra o maior número de museus e centros culturais envolvidos, seguida pelas regiões Sul (336), Nordeste (299), Centro-Oeste (95) e Norte (74).
O tema da 12ª edição da Semana de Museus segue o mote do Dia Internacional dos Museus, definido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom). O tema sugerido para 2014 lembra que os museus são instituições vivas que ajudam a criar vínculos entre visitantes, gerações e culturas ao redor do mundo.
Criado em 1977 pelo Icom, o Dia Internacional de Museus tem como objetivo sensibilizar sobre o papel dos museus no desenvolvimento da sociedade. O Brasil é considerado um dos países que mais celebram a data.
A edição 2013 da Semana de Museus, que teve como tema Museus (memória + criatividade) = mudança social, envolveu 1.251 instituições e contou com 3.910 eventos em 535 municípios brasileiros. Confira resultado de pesquisa com participantes da 11ª Semana de Museus.
Texto: Ascom/Ibram
Edição: Ascom/MinC
8 de mar. de 2014
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UENES GOMES
JÁ FOI MUGUNGA, MAS NUNCA UNIÃO. A DICOTOMIA DA ORIGEM DO NOME DA VILA SIRIJI
Por UENES GOMES BARBOSA.
Graduando em História FFPG - PE
Graduando em História FFPG - PE
Quem são os fundadores de Siriji? O distrito mais importante de São Vicente Férrer ao longo todos estes anos sempre procurou sua identidade. Seja nos engenhos, no nome do seu rio, no seio do seu povo - na maioria descendentes de africanos que trabalharam escravizados nos engenhos da região -, e porque não dialogando com outros municípios? É sabido que todo município criado é oriundo de um outro, denominado "município mãe" ou no caso do Siriji seria "pai"? Colocando o nosso distrito numa linha genealógico tratar-se-ia Siriji neta de Limoeiro e filha do Bom Jardim, mas deixemos isto de lado e vamos ao que realmente cabe esta postagem inaugural sobre minha região. A Vila Siriji, nos tempos do limoeiro não se chamava assim, tampouco União como vai se encontrar nos livros encomendados e escritos pela elite vicentina. Creio que há um problema com relação ao primeiro nome deste lugarejo - aqui coloco-me responsável por algum equívoco que esteja levantando com relação ao nome do meu lugar -, o nome determinado como União tem na sua origem a afabilidade com que os latifundiários se relacionavam nestas paragens nos tempos do açúcar, uma espécie, ao meu ver uma associação comercial, saída para que os muitos engenhos pudessem lucrar de forma que não desacelerasse o trabalho do outro.
No entanto a certeza que temos em meio ao montante de peças de um quebra-cabeças que cada vez que se tenta montar, mais complicado ele fica, é que por aqui viveram indígenas da etnia Tabajara. Falo da certeza porque ao pegar uma figura representativa do mapa do território brasileiro da ocupação indígena, na configuração atual e situar a fronteira da Paraíba com Pernambuco e conseguintemente o local onde está a Vila Siriji (fonteira), coincidirá justamente com o local onde, no século 16 habitaram os Tabajaras. Contudo o que nos traz aqui não é a formação territorial mas o nome do vilarejo.
| Distribuição dos povos indígenas brasileiros no século XVI |
Insistindo que União não é um nome que batiza o povoado, mas que conseguiu passar por diversas gerações erroneamente pelo fato de ser melhor lembrado quando se pensa no desenvolvimento daquelas fábricas de açúcar, por motivos já apresentados no início do texto. Pois tão duvidoso é que quando movido pela curiosidade busquei na hemeroteca da Biblioteca Nacional algum vestígio sobre esta região acabei deparando-me com alguns "conhecidos" como Vicente Guedes e Manoel Baptista de Lyra, importantes comerciantes do povoado de Mugunga (aparece em 1894 no almanaque na seção de Bom Jardim), que por motivo óbvio foi recenseado pelo almanaque Pernambuco e descriminado na edição daquele ano.
Para que todos possam compreender o que está sendo exposto, eis uma cópia do documento datado de 1894 citando Mugunga. Depois (não neste, mas noutro documento) perceberemos já São José do Serigy em 1925 fazendo parte ainda do território de Bom Jardim. Logo ao denominarem esta localidade, documentando-a em periódicos já nos fins do século 19 citavam Mugunga. Cabe a pesquisa revelar mais detalhes sobre esta localização geográfica uma vez que em 1844 possivelmente finalizava a construção de uma capela em intenção à Sant'Ana, padroeira do Engenho Patos, mas este é um outro momento da nossa História que será aos poucos debatida e comentada por aqui.
Para que todos possam compreender o que está sendo exposto, eis uma cópia do documento datado de 1894 citando Mugunga. Depois (não neste, mas noutro documento) perceberemos já São José do Serigy em 1925 fazendo parte ainda do território de Bom Jardim. Logo ao denominarem esta localidade, documentando-a em periódicos já nos fins do século 19 citavam Mugunga. Cabe a pesquisa revelar mais detalhes sobre esta localização geográfica uma vez que em 1844 possivelmente finalizava a construção de uma capela em intenção à Sant'Ana, padroeira do Engenho Patos, mas este é um outro momento da nossa História que será aos poucos debatida e comentada por aqui.
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| Página original da edição pernambucana do Almanaque Pernambuco de 1894. Hemeroteca da Biblioteca Nacional |
11 de fev. de 2014
Postado por
UENES GOMES


