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HISTÓRIA PELO PALADAR

Se é de Pernambuco conhece o bolo de rolo, o Souza Leão, as iguarias todas que fazem parte da cozinha nordestina. Muita comida contando história, prato cheio para estudantes da história da alimentação nessa região do Brasil. A mata norte de Pernambuco se revela como uma grande divulgadora de uma área pouco explorada, a cozinha pernambucana e suas faces.
FESTIVAL DE GASTRONOMIA DA MATA NORTE
O “Festival de Gastronomia da Mata Norte” é um evento inédito na região da mata norte do Estado de Pernambuco, a acontecer no Museu e Ponto de Cultura Poço Comprido, localizado no Engenho Poço Comprido, município de Vicência, PE, durante três dias de evento, envolvendo a culinária desta região e seus chefs, Cozinheiros e proprietários de restaurantes, promovendo atividades com foco para a tradicional culinária regional e a qualidade das mesmas. O festival contemplará mostra gastronômica, degustação,palestras, minicursos, aulas shows, apresentações culturais e concurso de cozinheiro, onde serão premiados os melhores pratos regionais de acordo com a programação do evento. Os palestrantes e monitores são Professores, Chefs das faculdades e universidades de gastronomia da Cidade do Recife. Haverão apresentações culturais durante os dias do evento, com grupos da Cidade de Vicência: Mamulengo Flor do Jasmim, Cacá Violeiro, Tropeiros Cia de Dança, Capoeira Raízes de Angola e Maracatu Estrela Formosa. Para os minicursos e palestras haverá previamente inscrições através do Site “festivaldegastronomiadamatanorte.webnode.com”, acompanhando as atividades do evento. Haverão stands de exposição e comercailização da gastronomia a base da banana, cana-de-açúcar, macaxeira, uva, milho e demais ingredientes da culinária pernambucana. Exibições de filmes que retrata a cultura do açúcar e os engenhos em moagem na região da mata pernambucana nos anos 60. O festival tem o papel de sensibilizar os trabalhadores da comedoria regional da Mata Norte deste Estado, incentivando-os a ampliarem seus conhecimentos, melhorarem sua técnica e estrutura, valorizando a rica culinária herdada dos nossos antepassados e que saboreia o nosso dia-a-dia, podendo gerar renda a população local e regional.
Joana D’Arc Ribeiro
Coordenação Festival de Gastronomia da Mata Norte

21 de nov. de 2014
Postado por
UENES GOMES
ISSO AQUI É UMA VERDADEIRA ALIANÇA!
Crendo que os municípios brasileiros, sobretudo os de Pernambuco tem muito a nos informar, damos sequencia aos artigos historicizando nosso entorno, compreendendo a importância de sabermos sobre nosso lugar. Aliança, limítrofe com Vicência, é um município que transborda cultura. Ali nasceu o maracatu, berço de manifestações culturais e de grande nome da cultura, mestre Salu, os aliancenses assim como os demais pernambucanos, buscam significados para sua existência, sua identidade. Escrevendo a partir de um município relativamente distante, precisamos nos reportar a dados já escritos e pouco divulgados, porém acessíveis em livros especializados nessa veia historiográfica.
| Igreja Matriz. Nossa Senhora das Dores Foto; Petrônio Barros - Wikimedia Commons |
Na sua constituição legal, as leis outorgadas na época cria o distrito de Aliança pela Lei Municipal nº 5, de 30/11/1892. Em 1909 o distrito foi elevado a Vila. Quando em 1928 criou-se o município de Aliança o território foi desmembrado de Goiana, uma parte e de Nazaré, ambas constituindo um território que compreende cerca de 272,728 km². No momento da criação e regulamentação da nova unidade municipal Aliança contava com os seguintes distritos: Sede, Lagoa Seca (Upatininga) - que figura com esse nome no quadro administrativo municipal na década de 30 -, Nossa Senhora do Ó (Tupaóca) e Lapa. Na década seguinte, vamos encontrar Aliança disposta da seguinte forma: Sede, Lapa, Tupaóca e Upatininga, portanto quatro distritos, esta configuração ficaria fixada pelo Decreto-lei estadual nº 235 de 9/12/38, para vigorar de 1939 a 1943; O período de 1944 a 1948 é marcado pela alteração do nome de Lapa para Macujê em Decreto-lei nº 952 de 31/12/1943. A sua comarca foi instalada em 1938 e num dado momento comutou com a de Vicência que havia sido desmembrada de Nazaré da Mata. Dados da década de 1950 apontavam a educação acessível apenas à 12,9% daquela população. Naquele momento duas bibliotecas funcionavam. Tinha um hotel, uma pensão e um cinema que comportava 180 lugares. Veja algumas imagens da cidade nas décadas de 30 a 50.
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| Vista Parcial da Feira |
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| Rua Domingos Braga |
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| Praça Dr. Alfredo Pessoa |
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| Vista Parcial da Cidade |
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| Grupo Escola Prof. Joaquim Lira |
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| Ambulatório Major Belarmino Pessoa |
Serviu de consulta depoimento de Manoel Ribeiro Duarte; Denise Barros transcrito da Enciclopédia dos Municípios brasileiros, Vol XVII; IBGE, 1958.
14 de set. de 2014
Postado por
UENES GOMES
VICÊNCIA NOS TRILHOS DA USINA BARRA
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| FOTO. https://www.facebook.com/EngenhosDeMinhaCidade Usina Barra e seu complexo industrial. Nota-se na frente da estrutura uma estrada de ferro cortando o parque ao município |
Por Uenes Gomes Barbosa
Ainda no Império, precisamento no governo de Pedro II, a expansão das linhas férreas no sul do país inaugurava a revolução industrial no Brasil - tardia. Nos anos seguintes todas as regiões começaram a se integrar através das estradas de ferro (logrando êxito ao empreendimento); Partindo das capitais para os interiores do estado afim de ajudar a escoar a produção agrícola e também diminuir os dias de viagem de passageiros que outrora passavam semanas sob lombos de burros, carruagens e nesta região os carros-de-boi, por vezes em situações precárias, os trens e sua rapidez vêm dar um conforto a mais aos habitantes. Em Pernambuco o Interior se ligava ao Recife pelos ramais que integravam os trechos mais inóspitos daquele momento. As importantes cidades desse estado tinham sua conexão com a capital através das linhas férreas que adentravam mata adentro e desbravava locais antes impossíveis de chegar com o objetivo de trazer a "modernidade" e consolidar um estado integrado às intenções nacionais. O destaque maior para esse período de desenvolvimento durante o Império não vai para Pedro II e sim Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá grande industrial do Brasil Império e responsável por colocar o Brasil nos trilhos.
Goiana, Timbaúba, Aliança, Nazaré, Carpina, Limoeiro, Lagoa do Carro... São cidades que ostentam resquícios desse período das locomotivas; Localizações visíveis do percurso dos trens que transportavam gente a toda a sorte são comuns nos dias atuais e que são verificáveis.
No entanto cidades importantes no período da expansão dos trilhos pelas cidades do interior de pernambuco não foram contempladas, muito embora projetos disto havia documentado como é o caso de Macaparana. Mas Vicência, próspera, com Usinas e Engenhos de açúcar em pleno vapor não tivera o luxo de ter uma estação ferroviária nos seus arredores Por uma série de fatores. Contudo a Usina Barra constrói uma linha férrea que liga a cidade ao parque industrial açucareiro. O objetivo era meramente comercial, pois o transporte da cana pelo meio mecanizado, isso, usando os trilhos era mais eficiente e aumentava a eficiência na produção do açúcar. Se as Usinas representavam a modernidade manter burros e cavalos como transporte do produto era retroceder no processo revolucionário. Manuel Machado de Souza e Gustavo Costa são os informadores dessa partícula curiosa de Vicência que consegue sua autonomia ainda no século XIX.
31 de ago. de 2014
Postado por
UENES GOMES






