APRENDA QUAIS AS DIFERENÇAS

Candomblé: Religião africana trazida ao Brasil pelos africanos durante o periodo escravocrata. Segue as leis da natureza, que tem como divindade os Orixás, estes que cuidam e equilibram as energias da nossa existência.

Umbanda: Religião brasileira criada através da mistura dos cultos africanos e do catolicismo. Segue os princípios da fraternidade e da caridade sob as leis da Natureza e do Plano Espiritual

Macumba: Apesar do termo ser amplamente utilizado para se referir pejorativamente às religiões de descendência africana, MACUMBA nada mis é do que uma árvore africana e também um instrumento musical utilizado em rituais afro-brasileiros.
10 de nov. de 2014
Postado por UENES GOMES

SOU NEGRO E DAÍ

Sou negro, e daí...
Texto Coletivo.
l - Nasci no Brasil, sou brasileiro
Das minhas origens nunca fugi
Sou negro, e daí...

ll -Nasci negro
Negro cresci
Vivo como negro
E daí...

lll –Negro eu sou
Tenho que assumir
Pois a minha cor
Não vai meu valor definir
Sou negro, e daí...

lV - De geração e geração
Fui gerado
Nos costumes dos negros
Fui educado
Sou negro, e daí...

V – Um dia cansei de humilhação
Fugi correndo pro mato
Sem rumo, sem direção
Só porque negro nasci
Sou negro e daí...

Vl - De ser negro
Nunca vou desistir
Pois está na minha aparência
Os lábios grossos e cabelo pixaim
Sou negro, e daí...

Vl – Gosto de andar descalço
Tenho a pele escura
Cabelo enrolado
Sou negro, e daí...

Vll- Tenho nariz amassado
Olhos da cor de fogo
Cabelo tuim
Sou negro, e daí...

Vlll- Tenho características de negro
Isso não vai mudar
O sangue africano corre em mim
Não há o que negar
Sou negro, e daí...

X- Gosto de tomar banho de rio
De músicas e danças
Como fank,capoeira,axé e samba.
Todas de origem africana
Sou negro, e daí...

Xl- Sou negro e daí...
Sempre fui assim
Diga não ao racismo
Fale alto prá todo mundo ouvir
Sou negro, e daí...

Xll- Todos aqui presentes
Seja branco ou preto
Amem uns aos outros
Amem sem preconceito
Sou negro, e daí...


Autoria da Professora: Maria da Glória Silva e 5º Ano B -2013.

INDENIZAÇÃO AOS AFRICANOS

Os países que escravizaram devem compensar os escravizados? Há quem diga que sim e até aponte um valor para uma indemnização: 30 triliões de dólares vezes 10 mil. Há quem diga que não, porque isso seria voltar à menorização dos colonizados. Antes disso, Portugal deve debater o seu passado esclavagista, dizem historiadores.

NOVEMBRO: BRASIL DE TODAS AS DROGAS




Rodrigo Elias

Entre 2006 e 2010, segundo números do Sistema Único de Saúde, 40.692 pessoas morreram no Brasil em consequência do uso de substâncias psicoativas. Destas, 84,9% faleceram por conta do álcool, 11,3% por doenças relacionadas ao fumo e 0,8% por causa da cocaína. Nenhum óbito diretamente relacionado à Cannabis sativa – como, aliás, ocorre com toda a literatura médica mundial.
Por outro lado, a política de repressão às drogas consideradas ilegais – das quais a mais consumida é a maconha, em todas as classes sociais – é direta ou indiretamente responsável pelo encarceramento em massa e pelos altíssimos índices de mortes violentas no Brasil. O país já possui a quarta maior população carcerária do mundo, superior a 563 mil indivíduos, em sua larga maioria homens jovens, pobres, pretos e pardos, presos em quantidade crescente por conta das nossas leis de drogas — como mostra o artigo de Maria Gorete de Jesus. São números decorrentes de uma tragédia à qual nos acostumamos a chamar de “guerra às drogas”, na verdade uma guerra a pessoas, pois, como já disse o cientista político e delegado Orlando Zaccone, ninguém atira em um pé de maconha. População civil e agentes do estado morrem por conta de uma equação na qual a vida humana não é o fator mais relevante. Esta preferência, como tudo o que diz respeito a humanos, tem uma história.
Nesta edição, a historiadora Nashla Dahás reuniu estudiosos sobre o tema, abordando aspectos que vão do quase universal uso de substâncias alteradoras de percepção aos diversos sentidos que atribuímos a elas ao longo do tempo. Como a proibição da maconha, ou “pito de pango”, em 1830, um modo de controlar os escravos e os “vadios” que a usavam, o que fez do Brasil pioneiro mundial nesta opção pela repressão. Dois séculos depois, é mais do que hora de refazer o caminho e começar a nos desarmarmos em relação ao tema – a começar pelo estado de espírito.

Texto: Revista de História

5 de nov. de 2014
Postado por UENES GOMES

SITE REÚNE MAPAS HISTÓRICOS


Propondo um trabalho mais interligado com outras áreas da ciência, propõe-se nestes link que relaciono abaixo acesso a cinco sites de mapas antigos muito pertinentes para se trabalhar dentro de sala de aula, proporcionando ao estudante maior amplitude sobre o que é o mundo hoje.

http://canaldoensino.com.br/blog/5-sites-para-encontrar-mapas-historicos
30 de out. de 2014
Postado por UENES GOMES

PORTUGUÊS MEDIEVAL

Versão impressa do 'Vocabulário do Português Medieval
Versão impressa.
 O “Vocabulário do Português Medieval”, um lista com cerca de 170 mil palavras que eram usadas nos atuais territórios de Portugal e da Galícia (norte da Espanha) na Idade Média, foi lançado nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, após 35 anos de pesquisa.
A obra, elaborada por filólogos e lexicólogos da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituto vinculado ao Ministério da Cultura. O vocabulário, em que cada palavra em desuso está vinculada ao seu correspondente atual, foi elaborado a partir de documentos datados em Portugal e na Galícia entre os séculos XIII e XV, segundo o ministério.
A obra, que começou a ser redigida em 1979, também permite identificar a origem comum do português e do galego e os diferentes caminhos que os separam. Além do trabalho de buscar e compilar os documentos originais, o projeto levou 35 anos para ficar pronto por causa das dificuldades de publicação.
Os autores tentaram pela primeira vez em 1984 mas, sem patrocínio, se limitaram então a um fascículo. Em 1986 e em 1994 foram publicadas adaptações em partes, mas não todo o vocabulário. A lista só foi completada em 1999, quando foi digitalizado. E só agora, com o patrocínio do ministério, os autores conseguiram lançar mil exemplares do vocabulário, que tem dois volumes.
FOLHA DE SÃO PAULO
12 de out. de 2014
Postado por UENES GOMES

JOSÉ MURILO DE CARVALHO E O BRASIL HOJE

"Quem ganha renda do Bolsa Família depende do Estado, não vai se importar com o mensalão", afirma José Murilo de Carvalho

Programa Roda Viva, da Tv Cultura exibiu nesta segunda-feira (22/09) a entrevista com o historiador José Murilo de Carvalho, nascido na cidade mineira de Piedade do Rio Grande, o doutor em ciência política pela Universidade de Stanford foi pesquisador e professor visitante em diversas universidades estrangeiras. Professor titular do Departamento de História da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), José Murilo é membro da Academia Brasileira de Letras desde 2004, ano em que seu livro Cidadania no Brasil: o Longo Caminho ganhou o Prêmio Casa de las Américas.


O estudioso traz análises do Brasil recorrente, o cenário político. Para o historiador, alguns dos programas assistenciais do governo federal atrapalham o andamento da política brasileira e o processo democrático no país. "Se alguém ganha renda de um programa como o Bolsa Família, você acha que vai se incomodar com o mensalão? Não." E completa: "Não que a pessoa apoie a corrupção, é uma questão de dependência do Estado".

"A desigualdade social ainda influencia muito o voto nas eleições. Ainda somos o 13º país na questão da desigualdade social", pondera ele.

Para Murilo, a principal barreira para a consolidação da plena democracia no Brasil está na falta de engajamento da população com as pautas políticas. "Precisamos que todos tenham interesse pela informação. O cidadão precisa ter a capacidade de conhecer seus direitos", afirma.
Às vésperas das eleições, o historiador critica a mentalidade do brasileiro e ataca a perpetuação no poder de candidatos envolvidos em desmandos políticos. "No que se refere ao passado, sofremos de Alzheimer coletivo. Em relação ao futuro, nossa relação é 'a Deus pertence'", diz Carvalho.
Apesar de se mostrar desencantado com a política nacional, José Murilo diz ter se surpreendido profundamente com os protestos de junho de 2013. "O que aconteceu no ano passado não era esperado por ninguém. Sem dúvidas, a História nos pregou uma peça. Ninguém poderia fazer uma previsão dessas", afirma.

"As pessoas cansaram. Nossa esquerda e nossa direita são iguais no fisiologismo, criando assim uma oligarquia dos que estão no poder", pondera o cientista político.

Outro ponto que o historiador elenca como contribuinte aos desmandos políticos é a falta de um sistema educacional bem estruturado à toda população. "No Brasil, há muitas disciplinas, muito currículo, mas pouco preparo de vida. O jovem sai do colégio sem conhecer o mundo real, outras realidades", diz José Murilo de Carvalho.

Participam da bancada de entrevistadores Norma Couri, correspondente da revista portuguesa Visão; Sylvia Colombo, repórter especial do jornal Folha de S.Paulo; Marcos Guterman, historiador e jornalista do jornal O Estado de S. Paulo; Ligia Fonseca Ferreira, professora de Letras da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); e Ricardo Kotscho, comentarista da TV Record, repórter da revista Brasileiros e editor do blog Balaio do Kotscho. 

Informações do Site da TV CULTURA.
23 de set. de 2014
Postado por UENES GOMES

PARA PENSAR O SÉCULO XX


Breve, porém intenso. Assim o século XX começa após a Primeira Guerra Mundial e termina com o fim da URSS. Nesse espaço de tempo caíram impérios, formaram-se países, valores foram conquistados, as indústrias triplicaram sua capacidade, a guerra assolou muitas nações, ditaduras levantaram-se, democracias se formaram, o Brasil conhece duas ditaduras, a economia quebra, a mulher conquista espaço, o cinema é propagado, a busca frenética pelo ouro, a televisão chega ao alcance de pessoas que nunca imaginaram ver aquilo... um pouco de tudo isso reunido em cenas selecionadas por Marcelo Masagão. Um documentário premiadíssimo e que merece a atenção das salas de aula de História. 


O século XX por meio de uma pesquisa de arquivo e tendo como pano de fundo, orientando a narrativa, Freud e Hobsbawn.

"É um filme-memória sobre o século XX, a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens que viveram neste século. Este filme pretende discutir a banalização da morte e, por correspondência direta, da vida. Noventa e cinco porcento das imagens são de arquivo: Filmes antigos, fotos e reportagens de TV. O filme não tem um locutor e nem depoimentos orais dos personagens envolvidos. A sonorização é toda realizada com músicas, efeitos sonoros e silêncios. A música é de Wim Mertens. O título NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS foi extraído do pórtico de um cemitério de uma cidade do interior de São Paulo." (Press-release) 
21 de set. de 2014
Postado por UENES GOMES

NOVIDADES: LIVROS GRÁTIS PARA BAIXAR.

Amigos visitantes. Inaugurado na página, ao lado direito da página, um espaço destinado ao armazenamento de livros em PDF para eventuais interesses, o estudante poderá baixá-lo gratuitamente, facilitando sua vida enquanto pesquisador e tornando acessível livros que na sua maioria são caros ao bolso dos estudantes. 

Basta clicar no link que você será direcionado para uma área onde estará a pasta Baixe Livros. Clicando nela abrirá as pastas onde estão os volumes em versão digital. 

Boa Leitura

O Editor
15 de set. de 2014
Postado por UENES GOMES

ISSO AQUI É UMA VERDADEIRA ALIANÇA!


Por Uenes Gomes Barbosa

Crendo que os municípios brasileiros, sobretudo os de Pernambuco tem muito a nos informar, damos sequencia aos artigos historicizando nosso entorno, compreendendo a importância de sabermos sobre nosso lugar. Aliança, limítrofe com Vicência, é um município que transborda cultura. Ali nasceu o maracatu, berço de manifestações culturais e de grande nome da cultura, mestre Salu, os aliancenses assim como os demais pernambucanos, buscam significados para sua existência, sua identidade. Escrevendo a partir de um município relativamente distante, precisamos nos reportar a dados já escritos e pouco divulgados, porém acessíveis em livros especializados nessa veia historiográfica. 

Igreja Matriz. Nossa Senhora das Dores
Foto; Petrônio Barros - Wikimedia Commons
O que identifica aquele povo, seu nome, decorre da constituição de três parentes, irmãos de uma família que por serem unidas fundaram uma capelinha de taipa. A construção intensificou o desenvolvimento da localidade mas como é de praxe não cita os primórdios dessa localidade, desprezando a contribuição dos indígenas e enfatizando ação ímpar da Igreja como precursora e construtora do modus vivendi da região. Inclusive pela fraternidade, valor recorrente no povoado, o Frei Caetano batizou a paragem dizendo "isso aqui é uma verdadeira aliança!" num de seus pronunciamentos. Esse relato inicial de como se constitui o povoado e o nome de batismo são preservado naquela região até o presente, tendo respeito à tradição oral. 

Na sua constituição legal, as leis outorgadas na época cria o distrito de Aliança pela Lei Municipal nº 5, de 30/11/1892. Em 1909 o distrito foi elevado a Vila. Quando em 1928 criou-se o município de Aliança o território foi desmembrado de Goiana, uma parte e de Nazaré, ambas constituindo um território que compreende cerca de 272,728 km². No momento da criação e regulamentação da nova unidade municipal Aliança contava com os seguintes distritos: Sede, Lagoa Seca (Upatininga) - que figura com esse nome no quadro administrativo municipal na década de 30 -, Nossa Senhora do Ó (Tupaóca) e Lapa. Na década seguinte, vamos encontrar Aliança disposta da seguinte forma: Sede, Lapa,  Tupaóca e Upatininga, portanto quatro distritos, esta configuração ficaria fixada pelo Decreto-lei estadual nº 235 de 9/12/38, para vigorar de 1939 a 1943; O período de 1944 a 1948 é marcado pela alteração do nome de Lapa para Macujê em Decreto-lei nº 952 de 31/12/1943. A sua comarca foi instalada em 1938 e num dado momento comutou com a de Vicência que havia sido desmembrada de Nazaré da Mata. Dados da década de 1950 apontavam a educação acessível apenas à 12,9% daquela população. Naquele momento duas bibliotecas funcionavam. Tinha um hotel, uma pensão e um cinema que comportava 180 lugares. Veja algumas imagens da cidade nas décadas de 30 a 50. 
Vista Parcial da Feira
Rua Domingos Braga 
Praça Dr. Alfredo Pessoa
Vista Parcial da Cidade 
Grupo Escola Prof. Joaquim Lira
Ambulatório Major Belarmino Pessoa
Serviu de consulta depoimento de Manoel Ribeiro Duarte; Denise Barros transcrito da Enciclopédia dos Municípios brasileiros, Vol XVII; IBGE, 1958.

VÍDEO DESTAQUE

A HISTÓRIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE. O vídeo é uma produção do site Café História e a Café História TV.


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